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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Nenhum texto alternativo automático disponível.

A vida nos leva a escolher caminhos que, ou você se aproxima da vida padrão: nascer, crescer, virar gente grande, casar, ter filho etc. Ou, se afasta. 
Eu tenho quase 40, e tô longe de seguir reto, cê já sabe. Sou tortuosa.
Aos 37, voltei a tomar pílula, depois de pouco mais de 13 anos sem a dita. 
Daí a gente não tem vida estável, e tem namorado, e mesmo muito feliz e numa relação bastante saudável, rola o medo. Um não quer, dois não brigam. Bem assim, saudável. Escolha a dois, de forma sensata. Porque é cedo, porque queremos aproveitar a vida, porque não temos estabilidade financeira, porque queremos outras coisas. E tem o pensamento individual mesmo de insegurança. 
É uma responsabilidade tão grande ter alguém que depende de você. Às vezes, agradeço ao cara lá de cima não me dar a chance. É como saber dirigir, pra mim. Se eu sei da minha incapacidade de ser uma motorista boa, pra que vou ser irresponsável e colocar a mão no volante? 

domingo, 22 de abril de 2018

Ando refazendo alguns ciclos. Lento, mas profundo e consciente. Tenho tantos compromissos internos, e muitas vezes estou olhando pra dentro mesmo, bem egoísta. Podem me chamar que eu não vou. Tenho várias coisas a fazer. Cuidar de todos os meus processos. Atenta e vigilante. Tô cuidando das delicadezas. Me realizando no que faço. Tentando uma vida extraordinária dentro dos limites de uma vida comum. Continuamente tentando estar em paz com a minha guerra. Bom dia, Vietnã.    

terça-feira, 3 de abril de 2018


Estar sozinha é uma forma feliz de existir. Mas estar com você, e um cuidando do outro, é um jeito ainda mais bonito de buscar a felicidade.

domingo, 20 de dezembro de 2009

É verdade que, quanto mais a gente toma conhecimento das coisas do mundo, menos interessante ele se torna?




segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Drummond já diz: mereça o ano novo.

Pro dia deitar sonhando. Sou o resultado desses amigos que tenho e do que recebo diariamente de afago, cuidado e demonstrações de afeto. Gente que sabe que viver com simplicidade é a coisa mais complexa que existe... E a mais sábia. É disso que sou feita: de um bocado de tanto amor. Mesmo quando dizem: tu és poeta. Poesia é fluidez (a poesia que há em mim não é suficiente para alcançar a poesia que é você). Sou o que estou e, isto sim, é perpétuo.
Nessa época há sempre um retrospecto, e quando fiz de nós dois, percebi o quanto mudei com você. Desculpa eu não te querer mais logo agora que a vida está sendo doce comigo. Eu não tenho mais tempo para ser aquela pessoa certa na tua hora errada.

Quando ele chegar vou estar pronta. Vestindo branco. E com algum colar de contas. É que 2009 será de riso e cafuné. Exatamente nesta ordem. Sou a protegida pelos meus Orixás. Sou minhas Meninas, meus Caboclos, meus Pajés. (SOU!)








sábado, 3 de maio de 2008

É importante ser livre para acreditar no que se quer. Falar com Deus, ou consigo mesmo, orando, meditando, dançando. Cada uma na sua forma de fazer contato com suas divindades, e isso é o que representa a construção da cultura humana. Toda diversidade é riqueza, toda diferença tem sabor.
Eu, como acredito em quase tudo, recorro a tudo o que é maior que a própria vida, seja a um Deus, ou vários. Aos Anjos (pois Deus pode estar ocupado demais), aos Santos, aos Espíritos; a tudo o que sou capaz de sentir a presença, enfim.
Outro dia, enquanto esperava uma amiga, vi um homem, aparentemente de 50 anos, passeando com o cachorro, e que se pôs a beijar uma certa flor.
Fiquei olhando para entender o que acabara de acontecer, e que talvez, beijaria mais alguma outra, e até caçoei: "agora vai pousar um passarinho no seu ombro". Depois sorri, e dei graças aos Deuses por que ainda há leveza no mundo. Pense que, este homem, pode ser a materialização de um anjo, ou que, simplesmente, tem tanto amor em si que precisa compartilhar, e doar. O que nunca pode ser demais na vida de ninguém.
Eu confesso que tenho me doado bem pouco, e sinto uma certa culpa por isso. Mas nem sempre.



terça-feira, 11 de março de 2008

- Um “A favor” para viagem, por favor!

Dentre muitas coisas que a gente consegue ser “a favor” na vida é a de ser reprimido, mesmo que indiretamente. A favor da pena de morte, a favor da paz, a favor das cotas nas universidades, a favor da liberdade de expressão, a favor das aulas aos sábados. Ser “a favor” é, a princípio apoiar, concordar com alguma situação ou estado das coisas.
Eu sou a favor da volta ao contato com os vizinhos, por exemplo; de ter a quem recorrer para regar a planta em uma viagem longa, ou acender as luzes durante a noite para evitar os maus olhares do bairro, ou a boa e velha desculpa da xicrinha de açúcar! Pensa só, que delícia de retorno aos bons tempos (quando se tinha tempo)! Quando sentava-se na varanda de casa para tomar ar fresco, ver os passantes, comentar a vida alheia.
A vida tão concorrida não nos deixa com tempo de sentar pra um chopp-conversa-sem pressa, risos e silêncios. Nos fechamos em mundos de reality show, olhamos o outro com desconfianças, ainda abaixamos cabeça n’um tímido bom dia no elevador. Tudo com menor intensidade e calor humano. Até que fica incompreensível saber que felicidade é essa que buscamos ainda, infinitamente.
Não é tão difícil perceber que das menores relações é que se desencadeiam as maiores guerras. Se cada um de nós fosse bom vizinho, imagine quantas brigas, picuinhas, desabores por causa das infiltrações, muros caindo, roupas nos varais pingando no varal do outro, poderiam ser evitados com diálogos mais amorosos e cuidadosos, com pedidos cordiais.
Eu sou a favor de Associações de Bairros, e também das reuniões de condomínio. Mesmo que, tenho certeza de que para muitos, perder a novela para ouvir quem não tem nada melhor para fazer, discutir o que pode ser feito para melhorar o azulejo do 5º andar, seja um fardo.
Ah, tsc, um outro absurdo é uma pessoa contratar um vigia para sua casa. Como se dá isso? Você não sabe quem são as pessoas com quem divide os muros, e ainda assim, e justamente por isso é que você não se sente seguro??
Por essas e outras é que eu afirmo sempre: a minha felicidade está nos pequenos gestos, os sinceros; nas palavras de amizade, ainda que diferentes das minhas. Ser a favor de ter e falar com vizinhos é porque ninguém no mundo é uma ilha, disse um pensador. O homem é um ser social, e ele é um privilegiado: tem o dom da fala, da comunicação. Sejamos comunicativos. Façamos o possível para deixar a vida um pouco mais lenta e perceptível, e possível de ser deliciada, com o outro, com o próximo.
Dito isto, só quero complementar que, por mais implicante, barulhenta e fofoqueira que seja a mulher da casa ao lado, meu deus, de alguém tem que partir o primeiro passo para a conciliação, afinal de contas sua vida pode depender de uma dessas pessoas tão estranhas, porém tão próximas.




quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

"... Assim como existe disco voador e o escuro do futuro..."

Trabalho mais interessante do curso até agora será produzir um vídeo-minuto. Quem mais está ansiosa sou eu.
Tipo que, eu acho que me encontrei. Vou batalhar para produzir. Ou será que é sonhar alto demais? Talvez me contente em apenas escrever artigos, ou, ser assessora de imprensa. Não sei. Cada coisa com seu valor. Vou escolher algo e fazê-lo bem, meu pai me ensinou. E aí, que coisas boas acontecem, quando você quer muito, e você corre atrás, as glórias são tuas. Três anos, três tentativas e pronto: quando viu, já foi! Agora é a sua vez, você pensa. Eu acredito em empurrãozinho de uma Força maior que nós. Acredito na capacidade que temos, na força do pensamento e na força de vontade.
Um belo dia resolva mudar.
FIDEL CASTRO RENUNCIA A LA COMANDANCIA EN JEFE!!!!!!, me diz uma amiga.
O comandante sai de cena, então. E eu só tenho uma palavra que o defina: inteligência. Ele foi sagaz, um homem que consegue se manter ditador, que sobrevive às tentativas de ser assassinado, com fãs ou não em seu próprio legado (o que eu acho normal, pois nunca se é 100% o tempo inteiro em nenhum lugar do mundo). Inteligente, porque antes que morresse, e os interessados nisso comemorassem seu fim, ele dá a última cartada. "Agora eu vou!", porque antes de morrer quer ver o que vai ser dessa ilha "sem ele"...
Eu escrevo isso e olho vez em quando na janela porque, ah, hoje teve isso, né, o Eclipse, e tudo para mim está ligado. Eu vejo nos astros a tal força, a tal magia, afinal, é preciso que se acredite em algo, além de aproveitar o calor da noite e acreditar, como o Groucho Marx, que vai tomar uma cerveja.
Eu vou.
E porquê não?!