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sábado, 23 de junho de 2018

Vamos falar sobre produtividade?

Ser produtivo é algo alcançável, desde que sua rotina e maneiras de se organizar se adeque realmente a sua vida. Vamos falar sobre os Hábitos que acabam com sua produtividade! Vamos lá?

1- Não eliminar as distrações.
2- Tentar fazer tudo e acabar não fazendo nada.
3- Ficar sentado o dia todo.
4- Verificar os emails a cada hora.
5- Ser perfeccionista. 
6- Trabalhar muito e não dormir bem.
7- Sempre ativar a soneca do despertador.
8- Dizer sim para tudo e para todos.


sábado, 9 de junho de 2018

Eu sou do time que usa a internet para quase tudo. Inclusive stalkear (o que não digo com o menor orgulho, diga-se de passagem). Faço limpezas de perfis que sigo no instagram, por exemplo, porque muitos não são nada além de feed combinandinho. Gosto de quem tem história para contar. Gosto de quem tem um diferencial, onde me identifico e sinto aconchego. 
No meu instagram de decoração mesmo... Parei de seguir muitos perfis porque eles enfeitam muito o feed com fotos inspiradoras, de capa de revista e pinterest. Quando na real, a gente quer se ver na rotina do outro, se inspirar na sua decoração, o perfil está mais preocupado em obter curtidas com fotos de ambientes lindos e sem nada fora do lugar. 
Eu tenho/tinha algumas páginas no Facebook, que eu mantinha mais por ego do que outra coisa. Resolvi excluir metade. Tinha página que mesmo sem qualquer atualização, todo dia recebia uma curtida/seguidor novos. Enquanto que, uma página de trabalho (da minha loja virtual) está sem receber curtidas por semanas... E eu a atualizo quase todos os dias...
Buscar um público é bem difícil quando não se tem tino pra negócios. Parece que minha página é mais do mesmo. E eu vivo pesquisando maneiras de fazer com que ela seja bombada, que os clientes se interessem e comprem meu produto, mas parece que nada funciona. 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Encontros e Desencontros (Lost In Translation)

Cena do filme "Encontros e Desencontros", da Sofia Coppola (2004).

- Tô travada. Será que vai melhorar?
- Não. - pausa - Vai!... Fica mais fácil. 
- Ah, é? E você, hein?
- Obrigado. Quanto mais você sabe quem é e o que quer, menos as coisas te perturbam. 
- É... Só que eu não sei o que eu devia ser. Sabe, eu tentei ser escritora mas... Eu detesto tudo o que eu escrevo. E depois eu tentei tirar fotos, mas ficam todas medíocres. Toda garota passa pela fase da fotografia. Fotos de cavalos. Tira fotos idiotas do próprio pé... 
- Ah, você chega lá. É... Eu não tenho dúvida. - pausa - Continue escrevendo. 
- Mas eu não sou boa. 
- Isso já é bom.
- É.
- É. 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O Segredo do Lírios

A delicadeza, o susto, o amor incondicional. É dessa forma que se retrata a descoberta da homossexualidade neste curta.

O curta mostra o depoimento de três mães que possuem filhas lésbicas e cada um conta histórias de quando as garotas eram pequenas, quando contaram a elas sobre a sua sexualidade, os sustos e a aceitação. Cada mãe a sua maneira.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Jornal O Bozó - Perfil

O Abará Originalizado

Há nove anos fazendo sucesso com a clientela do bairro do Imbuí, Edgar é um homem simples, comunicativo e curioso que encontrou na comercialização do abará uma maneira de inovar no sabor de um dos principais quitutes da Bahia.

Mayra de Miranda (mayrademiranda@yahoo.com.br)


Seu nome é Edgar, tem 35 anos, mas todo mundo o conhece como Original, e é dono da bicicleta estilizada onde transporta seu produto – o Abará Móvel. Soteropolitano e com interesse por essa comida trazida pelos africanos para o Brasil, Edgar pesquisou o sabor, as variações, e com o tempo foi desenvolvendo receitas diferentes para fazer o abará. Surgiram no decorrer desses nove anos mais de 28 sabores diferentes: abará com azeitona, com bacalhau, com sardinha…

Quando cheguei na hora do nosso encontro em sua casa, ouvi prontamente um “E aí, tudo originalizado?”, como sempre sorrindo e juntando as palmas das mãos à frente do peito e acenando com a cabeça – lembrando o cumprimento dos japoneses. Original também estava acabando de chegar em casa, abrindo seu cantinho, que ele chama de “minha cozinha”. O espaço é uma loja alugada, com uma porta de correr de ferro comum a esse tipo de estabelecimento. De estatura média e pele clara – alguns chamam de parda -, foi uma surpresa vê-lo sem a roupa tradicional (trajes africanos: roupas com estampas africanas, calça pescador e blusa, sandália de couro, boina, colar de semente e guias). Estava de bermuda jeans, sem camisa, separou certa quantidade de camarão seco para descascar e quis dar início a nossa conversa.

Logo na entrada fica seu material de trabalho, duas bicicletas estilizadas, um tabuleiro – igual a das baianas que a gente vê por aí, que ele usa quando faz eventos, dois freezers. A loja, ou a cozinha, como ele prefere chamar, ainda tem o banheiro, e nos fundos, a pequena cozinha propriamente dita. Nesse canto é também onde ele mora.

O começo – Tinha um emprego fixo. Era assessor parlamentar. Mas, sem dinheiro no carnaval de 2001, Edgar queria vender algum produto para passear com sua esposa na época, na Quarta-feira de Cinzas. “Na verdade eu já tinha uma experiência em vendas, eu sei vender, tenho certa prática, de lidar com pessoas, apresentar o produto, né?”.

Edgar tem um círculo familiar pequeno – uma irmã e a mãe. Mas quando indaguei, ele afirmou que não entrou nessa por influência da família; e, continuou… No carnaval, como tinha duas amigas que são baianas de acarajé, elas o ajudaram a preparar 100 abarás tradicionais e ele conseguiu vender tudo em uma hora e meia, com seu jeito comunicativo e criativo. Satisfeito com os elogios do pessoal, se empolgou e entrou na onda de produzir e vender juntamente com sua companheira. O casamento não deu certo, mas a clientela continuou bem feliz e satisfeita e isso o motivou a continuar.

Paralelamente ao trabalho formal de assessor, aproveitou seu tino para vendas, começou a comercializar o seu produto para os lojistas do Shopping Barra, transportava os quitutes em sacolas térmicas, entregava em embalagens discretas para despistar. Também vendia no bairro boêmio do Rio Vermelho, mas como havia se mudado para a Boca do Rio, resolveu, depois de um tempo, fixar suas vendas na região do bairro do Imbuí, e, quando sentiu que podia seguir em frente, largou o emprego na política. Como o negócio é próprio, ele mesmo faz seu calendário e tira folga sempre que dá, geralmente em um mês ele faz seus passeios por quatro ou cinco dias.

Tradição e criatividade – Para manter a tradição, ele serve o abará como, segundo ele, era servido na África, fechado e com as opções misturadas na massa. Mas ele também destaca a criatividade culinária como parte de sua arte, e conta que inovou no abará de forno – que chama de abarafo – ou com menos azeite de dendê, ou sem camarão, mais leve.

Entre os 28 sabores, os mais pedidos pelos clientes são: camarão, bacalhau, manjericão, merluza, atum, sardinha, azeitona, florestal, turbinado, alho grego, ervas finas, erva-apimentada, Xlight Consistente, anti-alérgico (com outros temperos, sem o camarão), extra-protéico… Extra-protéico? “É proteinado, vitaminado e anti-alérgico!”. Como é um petisco bem temperado, ele serve de acompanhamento apenas um patê de pimenta criado por ele mesmo, que ele chama de “Vatá-Patê”.

“Não é fácil satisfazer o paladar das pessoas”, ele conta, “mas ao oferecer a degustação faz com que o abará seja aceito”. Hoje, Edgar chega a vender uma média de 150 durante o fim de semana e 40, 50 durante a semana. Vai às feiras quase todos os dias, São Joaquim, Sete Portas, e algumas vezes recebe o produto em casa.

Sempre inventando sabores, criou o “chocobara”, para a época da Páscoa, feito para os clientes mais especiais. São 14 quilos de chocolate, preparados e embalados igualzinho a um abará tradicional, que surpreende o cliente que acha que está ganhando um abará temperado do seu cardápio costumeiro. Perguntei, com água na boca, se para o Natal também há um abará-surpresa, mas ele disse que, para essa época não prepara nenhum quitute original, mas enfeita o Abará Móvel com luzes e renas – estas, feitas de espuma envoltas com papel laminado.

Um de seus objetivos atuais é juntar o dinheiro do seu trabalho para comprar a casa própria. Como nesse momento ele fala em Deus, aproveitei para perguntar se ele tem alguma religião: “Eu sou espiritualista”, diz rápido e sorridente. Depois de muito tempo de conversas e observações, me despeço, ele brinca: “É só isso mesmo? (risos) Bem rápida e original igual a mim! (risos)”. Com as mãos avermelhadas pelo camarão, ele se despede da mesma forma que me cumprimentou: “Uma boa tarde originalizada pra você!”.Aperto seu pulso, e agradeço, me sentindo energizada.


Este texto também está lá, no Jornal O Bozó.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Desde o início da semana notícias dos temporais no Rio de Janeiro e em outras cidades, tem feito muita gente reforçar a ideia do fim dos tempos... Estamos passando por transformações climáticas que, querendo ou não, tem a ver diretamente com a nosso comportamento na Terra e a maneira como nos dispomos neste mundo, como estamos tratando a natureza e a relação com o outro. E, pelo que tudo indica, a tendência é piorar. Não que eu não tivesse a visão otimista das coisas, mas né, prestemos atenção nos resultados de tantos anos de agressão a este planeta. Nada mais certeiro do que ele reagir dessa forma, tal e qual acontece conosco. Lei da ação e reação.

Como se não bastasse no Rio, com seu mar de ondas grandes (ressacas), invadindo calçamentos, ruas, esgostos transbordantes, canos entupidos, lixo, lixo. Lá, para um Tsunami acabar com tudo é pulo!!! Resultado: muitas mortes por soterramentos e muita gente desabrigada. E o governo do Rio lança um Decreto que permite a retirada de moradores de áreas de risco, mesmo que precise usar a força (bruta). E na minha opinião, poderia ser seguido o exemplo de Paris, onde o governo retira moradores de áreas de risco e paga indenizações devidas. Ou seja, as pessoas deixam tudo para trás, porém, com uma certa garantia de poder refazer sua vida.

A Bahia também está passando mal. Obras desordenadas e mal planejadas. Populaçãos ribeirinhas fazendo estragos em volta de rios. Tanta água e lixo não têm para onde escoar. Pessoas desabrigadas, mas que não querem deixar seus lares, as poucas coisas que olhes restam. A gente vê o trânsito ficar ruim, os buracos se formarem, temporais levando tudo embora. Tudo por conta de mal planejamento, e falta de estrutura física para todas essas regiões que sofrem.

A previsão é de mais chuvas, mais temporais. Eu, particularmente, espero que melhore, que o clima nos dê uma trégua, para que as pessoas não entrem em desespero. Como no Rio, que tem acontecido alguns arrastões. As pessoas se aproveitando desse momento de fragilidade para matar e roubar as outras, causando medo e pavor entre todos.

É preciso que tenhamos pulso firme, que exijamos soluções e que também sejamos capazes de cooperar, ao invés de só exigir respostas e resultados. As eleições estão aí e sempre é tempo de pensar no melhor para todos. Chega de discursos e promessas vazias.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Assuntos da semana

As constantes vítimas fatais da dengue hemorrágica na Bahia é de ficar de cabelo em pé. Vamos agir, minha gente! Cuidem do lar, da vida ao seu redor.
...
"Olha só, meu amóooor... hahahaha", foi para outro plano uma das figuras mais amadas/odiadas: Clodovil Hernandez. Confesso, fiquei meio balançada, porque quando uma pessoa eterna morre, nosso mundo dá uma balançada: pois é, um dia acaba mesmo.
Ele não tem uma história. Ele é. Para o bem ou para o mal. Como Dercy, Hebe e Silvio Santos. Só fiquei lembrando da homenagem que fizemos a ele na Rádio produzida por nós, alunos, a Rádio TIComuniK!!!
Para quem não sabe, Clô, estava Deputado e lutando pela diminuição da quantidade de deputados que não fazem NADA naquela joça.
Agora, se Silvio Santos bater as botas, aí eu não vou guentar. Com esse sinal do fim dos tempos, eu peço pra sair!





quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Tem gente que pega uma coisa grandiosa e reduz a nada

Mais um caso horrendo na mídia sobre os trotes universitários. Nunca vi noticiado na Bahia sobre um caso desses, de tanta violência.
Quando passei no vestibular de uma universidade particular em São Bernardo-SP, em 2001, me lembro bem de não ter passado por nenhum vexame, até porque a própria instituição não tolerava esse tipo de "comemoração". E também em 2008, já aqui em Salvador, não passei por nada constrangedor. Acho que somos um povo educado nesse sentido, o que me dá um certo orgulho.
Seria preconceito de minha parte dizer que só podia ser coisa de paulista?

Há mil maneiras mais saudáveis de passar um trote, que não incluem o constrangimento. Tanta atividade mais humana, e feliz. Os amigos de meu irmão rasparam-lhe a cabeça, uma das coisas que eu sempre soube que se fazia. Agora é essa bagunça, esse desrespeito. As pessoas perderam o senso da responsabilidade; quem mais acharia interessante invadir um hospital onde se faz residência e caçoar de pacientes, gritar bêbado pelos corredores? Quem mais acharia engraçado afogar um jovem na piscina? O Brasil é um país de memória curta, e os memoráveis não acrescentam em nada a vida neste mundo.






sábado, 7 de fevereiro de 2009

Na esfera do jornalismo, corre à boca pequena que, a grande Rede de Televisão Ratzinger já vai começar a banir notícias favoráveis a Lula para apoiar a campanha a favor de José Serra.

Lula - sem falar inglês nem francês é o único político latino-americano na lista da revista "Newsweek", apareceu à frente do Dalai Lama e do papa Bento XVI (olha o Ratzinger de novo! rs). Tá legal, tá legal, ele não é importante porque uma revista disse que ele é poderoso.
Lula, o brasileiro. É assim que nosso presidente é conhecido no mundo.

Bem, se a Toda Poderosa Rede Ratzinger desde sempre já não o faz, imagina essa. Não podia ser diferente. Querem sempre derrubar um presidente, e chamam isso de fazer cumprir seu dever social de informar e formar opiniões.

Apesar dos problemas e da crise, Lula ainda está na casa dos 80% em popularidade, segundo a pesquisa CNT/Sensus. E aquele jornal da madrugada da Toda Poderosa Ratzinger (muito menos qualquer outro apresentado pelo casal sensacional) nem sequer comentou uma nota sobre.

Difícil abrir o olho de uma nação inteira, uma classe mérdia, que acha que sabe o que está dizendo, que pensa que não está sendo manipulada, que tem realmente opinião própria sobre o que está acontecendo em seu país.

Difícil é engolir que para contratar uma babá, uma professora maternal, uma secretária, uma gerente, olha-se para sua cor de pele. Difícil é engolir uma rejeição às cotas.

Eu só tenho a afirmar o seguinte: parei, e faz tempo, de assistir soberanamente à grade jornalística de apenas uma emissora. Muitas vezes o que em uma se omite, na outra se esplana geral. Se liga!

É óbvio ululante que eu sei que esse tipo de atitude soberana da tal emissora Ratzinger é notícia veeeeeeelha, mas eu também quis falar sobre, porque de alguma forma me incomoda, e ponto.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"a novidade veio dar na praia..."

Os EUA estão passando por uma fase de transições e isso é inegável. O fato de um homem negro estar ocupando a presidência, é um dos melhores sinais disso. E o fato de ele ser negro, claro, é um grande avanço! Este homem faz história, que bom, e eu realmente fico muito surpresa com essas mudanças que o mundo vem sofrendo.

Agora, transformá-lo em mártir, eu não acho correto, pois para que ele, hoje, conseguisse estar onde está, foi preciso uma Rosa Parks, um Martin Luther King Jr. Em muitos momentos ele dizia que não é negro, é mestiço, mas não mencionava diferenças de cor como justificativa para sua vitória.

Durante sua adolescência usou drogas. Me surpreende, também, o fato de uma grande potência eleger um homem com essa característica e que teve fama de rebelde, enquanto aqui no Brasil, pôde-se presenciar uma eleição de prefeitáveis na cidade do Rio de Janeiro, em que o candidato Gabeira, era conhecido por ser a favor da legalização da maconha. O que isso me prova? Que os EUA, com todo seu discurso tradicionalista de uma grande potência está realmente modificando a forma de pensar sua grandeza.

Com seu carisma ganhou a simpatia de muitos jovens e dos mais idosos (que conheceram a luta dos direitos civis por Luther King), que o transformaram num astro. Diz ele que pretende suspender a permanência das tropas americanas no Iraque. Teremos finalmente a tão desejada paz mundial?

No final das contas, para um país que tem a eleição como um direito e não como um dever, muitas pessoas quiseram mostrar participação, ou para elegê-lo ou para tentar minar sua vitória. E eis que o resultado não tão supreendente acontece. A novidade deu na praia...




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O caso de Eloá

Quem já sentiu amor de verdade? O que é o amor? O que nos faz amar uma pessoa?
Esse caso de "sequestro" efetuado por um 'homem' que se sente traído pela 'mulher' amada, me leva a pensar no que é realmente sincero, o que pode ser uma doença, o que é um desequilíbrio psicológico...
Não dá. Decididamente não dá para cair nessa de que por amor se é capaz das maiores loucuras. Toda loucura tem por limite um abismo. Creio eu que se há amor, não há sofrimento. Pois quem foi que disse que amor e sofrimento são proporcionais? São inversos e por essa característica que os difere, são heterôgeneos.
Mais de 70 horas mirando um revólver na cabeça da mulher que se ama?? Louco.
E não é louco de amor, não, não (me)se engane. A história acontece em Santo André, SP, Lindemberg, 22 anos, mantém a ex-namorada, Eloá, 15 anos, em cárcere privado, há três dias, incoformado com o fim da relação de quase três anos.
O mais esperado é a cobertura que a mídia faz do caso. Apenas no programa do Datena, na Rede Bandeirantes, foi que eu escutei o apresentador se manifestar como se quisesse aconselhar o rapaz traído. As outras emissoras cobrem o caso, estão fazendo seus plantões, mas não se vê preocupação no fim do caso, obviamente, na busca pela audiência.
O rapaz que, em uma das vezes que fez aparições na proximidade da janela, chegou a colocar uma camisa do time do São Paulo, mobilizou os dirigentes do clube de futebol, que decidiram ajudar no caso, auxiliando na negociação com Lindemberg, que já se pronunciou avisando que não pretende matar ninguém e nem se suicidar.




sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Orixás deixam de ser nome de ruas de Feira de Santana-BA


A Rua Xangô virou São Lucas. A Rua Oxumarê agora é denominada pelo nome bíblico Rosa de Saron. A Rua Ogun Sete Linhas foi transformada em Rua Maranata, termo aramaico que significa 'O Senhor vem'. Coincidência ou não, os orixás que davam nome a ruas de Feira de Santana, segundo maior município da Bahia, a 110km de Salvador, perderam terreno ao longo dos anos para termos bíblicos ou nomes de pessoas.
Publicação do CORREIO.






sábado, 7 de junho de 2008

IURD

Uma atividade da disciplina de Antropologia Cultural é visitar um local, que a gente tenha um certo preconceito. E assim observar as seguintes coisas:
1) quais as minhaS idéias etnocêntricas? O que eu penso sobre tal lugar?
2) descrever o local, as pessoas que ali se encontram, como falam, o que fazem.
3) me perguntar: eu consegui relativizar???

Bem, o local escolhido foi uma Igreja Universal.
Eu não sei, podia ter me preparado melhor, e ir com a mente mais aberta, mas não aconteceu.
É uma construção imensa. Parecem querer ostentar um poder, mesmo sem ser como as Igrejas Católicas, cheias de ouros por dentro, encrustados nas paredes. Não há imagens de santos, apenas de Cruz, e uma imensa fotografia, no "altar", do Monte Sinai. Era uma sexta-feira, de junho. Era dia da "Fogueira Santa". E ao sentar bem distante do altar, próximo à porta de saída, - tamanha era a desconfiança, - fiquei ouvindo a pregação do pastor. Eram 15 horas. E nesta oratória, ouvia atenta, o seu discurso: "Riquezas.... Sacrifícios... Dê o seu salário inteiro se queres libertação... Dinheiro, dinheiro, dinheiro...... Demônios, arruda e guiné"...
Arrisquei uma aproximação do altar, e meus braços, até a altura dos cotovelos, formigaram! Uma energia estranhíssima. Demorei para voltar a mim. Quer dizer, o braço parar de adormecer.
Quer dizer: eles afirmam o Candomblé, e ao mesmo tempo o negam, para justificar que sua religião é a melhor.
Queria sair dali, mas tinha a atividade para completar. Só conseguia sentir mais raiva desta instituição. Manipuladores, covardes!
...
E vem a hora de pegar depoimento. E a gente começa a olhar a função dessa Igreja, na visão dos fiéis. Até dá para entender, que são pessoas humildes, que se levam pela fé, necessitam se agarrar a alguma força: eles precisam acreditar que Deus existe e é maior que todas as coisas.
A gente ter fé, acreditar, querer ajudar a família, tirar o marido do alcoolismo, o filho das drogas, a filha da prostituição, tudo, tudo é cabível.
Errado, na minha conclusão, é alguém se aproveitar dessa fé.

É... Às vezes a minha fé costuma falhar...




domingo, 24 de fevereiro de 2008

"E agora, José?"

Nos Estados Unidos a eleição está vivendo um momento tabu!
Quem vai ser o Presidente? Uma mulher ou o homem negro??
Ainda bem que eu não voto por lá. E no dia que isso acontecer por aqui, rá, será que eu vou estar viva?


(...)
Gênero e raça são temas importantes na sociedade norte-americana porque representam um desafio para a realização da igualdade. E a possibilidade de um homem negro ou uma mulher branca se tornarem presidente dos EUA renovam a confiança na vitalidade da democracia americana, na sua capacidade de se renovar e se reinventar. Os que simbolizam grupos historicamente excluídos ou discriminados são chamados a ofertar originalidade, renovação, mudança e esperança na (des)ordem do mundo.

Além do interesse que desperta, a simbologia que cada candidato carrega presta-se a variadas apropriações, em diferentes contextos, que extrapolam os limites geográficos e os interesses em jogo naquele país. A candidatura de Obama, com alto grau de adesão da população branca norte-americana, é vista por analistas como sintoma do progresso nas relações raciais nos EUA que nessa leitura significaria ter ele se tornado opção eleitoral efetiva para grandes parcelas dos norte-americanos a despeito de sua cor para uns, ou, para outros, da suposta "neutralidade racial".

No Brasil, em razão dessas supostas características, Obama tornou-se a nova arma dos formadores de opinião que combatem as políticas de igualdade racial, em especial as cotas nas universidades brasileiras. Em chamadas de matérias da imprensa nacional sobre as prévias nos EUA, lê-se, que "Obama tornou cor irrelevante na campanha".
(...)


[Suely Carneiro.
Doutora em Filosofia da Educação pela USP e diretora do Geledés (Instituto da Mulher Negra)]