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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Reflexão sobre Home Office

A gente sabe que nessa história de querer trabalhar em casa, não ter chefe, priorizar nosso tempo,... Existem dias mais e outros menos prazerosos. Não existe uma receita de sucesso. Mas o que posso afirmar é que fazer o que se ama já é um grande passo para ser feliz nesse caminho mesmo.

Eu fico fazendo planos e penso nos meus produtos enquanto durmo. Penso nos clientes que não aparecem, os que vêm aos pouquinhos... É um trabalho de conta-gotas... Mas, olha, não quero pensar em desanimar. Nem comecei ainda. Nem tive a chance de ver insucesso.

É a realização de uma vontade antiga. Que aos poucos estou dando forma. Quero ganhar experiência e ser boa no que escolhi fazer para viver. É o que sei fazer, é com esse trabalho que me identifico agora, e ele diz muito a meu respeito.

Eu tô cuidando de tudo sozinha. Tenho que pensar na criação, no design, no orçamento, no marketing... Ufa! Sou um caldeirão de ideias. Às vezes fica pesado, muitos detalhes para serem analisados, pesquisados, planejados. Mas eu sou otimista. Há muito ainda pra fazer.
No mais, eu rezo para que um dia, a oferta seja tão boa quanto a procura pelos meus serviços.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Jornal O Bozó - Perfil

O Abará Originalizado

Há nove anos fazendo sucesso com a clientela do bairro do Imbuí, Edgar é um homem simples, comunicativo e curioso que encontrou na comercialização do abará uma maneira de inovar no sabor de um dos principais quitutes da Bahia.

Mayra de Miranda (mayrademiranda@yahoo.com.br)


Seu nome é Edgar, tem 35 anos, mas todo mundo o conhece como Original, e é dono da bicicleta estilizada onde transporta seu produto – o Abará Móvel. Soteropolitano e com interesse por essa comida trazida pelos africanos para o Brasil, Edgar pesquisou o sabor, as variações, e com o tempo foi desenvolvendo receitas diferentes para fazer o abará. Surgiram no decorrer desses nove anos mais de 28 sabores diferentes: abará com azeitona, com bacalhau, com sardinha…

Quando cheguei na hora do nosso encontro em sua casa, ouvi prontamente um “E aí, tudo originalizado?”, como sempre sorrindo e juntando as palmas das mãos à frente do peito e acenando com a cabeça – lembrando o cumprimento dos japoneses. Original também estava acabando de chegar em casa, abrindo seu cantinho, que ele chama de “minha cozinha”. O espaço é uma loja alugada, com uma porta de correr de ferro comum a esse tipo de estabelecimento. De estatura média e pele clara – alguns chamam de parda -, foi uma surpresa vê-lo sem a roupa tradicional (trajes africanos: roupas com estampas africanas, calça pescador e blusa, sandália de couro, boina, colar de semente e guias). Estava de bermuda jeans, sem camisa, separou certa quantidade de camarão seco para descascar e quis dar início a nossa conversa.

Logo na entrada fica seu material de trabalho, duas bicicletas estilizadas, um tabuleiro – igual a das baianas que a gente vê por aí, que ele usa quando faz eventos, dois freezers. A loja, ou a cozinha, como ele prefere chamar, ainda tem o banheiro, e nos fundos, a pequena cozinha propriamente dita. Nesse canto é também onde ele mora.

O começo – Tinha um emprego fixo. Era assessor parlamentar. Mas, sem dinheiro no carnaval de 2001, Edgar queria vender algum produto para passear com sua esposa na época, na Quarta-feira de Cinzas. “Na verdade eu já tinha uma experiência em vendas, eu sei vender, tenho certa prática, de lidar com pessoas, apresentar o produto, né?”.

Edgar tem um círculo familiar pequeno – uma irmã e a mãe. Mas quando indaguei, ele afirmou que não entrou nessa por influência da família; e, continuou… No carnaval, como tinha duas amigas que são baianas de acarajé, elas o ajudaram a preparar 100 abarás tradicionais e ele conseguiu vender tudo em uma hora e meia, com seu jeito comunicativo e criativo. Satisfeito com os elogios do pessoal, se empolgou e entrou na onda de produzir e vender juntamente com sua companheira. O casamento não deu certo, mas a clientela continuou bem feliz e satisfeita e isso o motivou a continuar.

Paralelamente ao trabalho formal de assessor, aproveitou seu tino para vendas, começou a comercializar o seu produto para os lojistas do Shopping Barra, transportava os quitutes em sacolas térmicas, entregava em embalagens discretas para despistar. Também vendia no bairro boêmio do Rio Vermelho, mas como havia se mudado para a Boca do Rio, resolveu, depois de um tempo, fixar suas vendas na região do bairro do Imbuí, e, quando sentiu que podia seguir em frente, largou o emprego na política. Como o negócio é próprio, ele mesmo faz seu calendário e tira folga sempre que dá, geralmente em um mês ele faz seus passeios por quatro ou cinco dias.

Tradição e criatividade – Para manter a tradição, ele serve o abará como, segundo ele, era servido na África, fechado e com as opções misturadas na massa. Mas ele também destaca a criatividade culinária como parte de sua arte, e conta que inovou no abará de forno – que chama de abarafo – ou com menos azeite de dendê, ou sem camarão, mais leve.

Entre os 28 sabores, os mais pedidos pelos clientes são: camarão, bacalhau, manjericão, merluza, atum, sardinha, azeitona, florestal, turbinado, alho grego, ervas finas, erva-apimentada, Xlight Consistente, anti-alérgico (com outros temperos, sem o camarão), extra-protéico… Extra-protéico? “É proteinado, vitaminado e anti-alérgico!”. Como é um petisco bem temperado, ele serve de acompanhamento apenas um patê de pimenta criado por ele mesmo, que ele chama de “Vatá-Patê”.

“Não é fácil satisfazer o paladar das pessoas”, ele conta, “mas ao oferecer a degustação faz com que o abará seja aceito”. Hoje, Edgar chega a vender uma média de 150 durante o fim de semana e 40, 50 durante a semana. Vai às feiras quase todos os dias, São Joaquim, Sete Portas, e algumas vezes recebe o produto em casa.

Sempre inventando sabores, criou o “chocobara”, para a época da Páscoa, feito para os clientes mais especiais. São 14 quilos de chocolate, preparados e embalados igualzinho a um abará tradicional, que surpreende o cliente que acha que está ganhando um abará temperado do seu cardápio costumeiro. Perguntei, com água na boca, se para o Natal também há um abará-surpresa, mas ele disse que, para essa época não prepara nenhum quitute original, mas enfeita o Abará Móvel com luzes e renas – estas, feitas de espuma envoltas com papel laminado.

Um de seus objetivos atuais é juntar o dinheiro do seu trabalho para comprar a casa própria. Como nesse momento ele fala em Deus, aproveitei para perguntar se ele tem alguma religião: “Eu sou espiritualista”, diz rápido e sorridente. Depois de muito tempo de conversas e observações, me despeço, ele brinca: “É só isso mesmo? (risos) Bem rápida e original igual a mim! (risos)”. Com as mãos avermelhadas pelo camarão, ele se despede da mesma forma que me cumprimentou: “Uma boa tarde originalizada pra você!”.Aperto seu pulso, e agradeço, me sentindo energizada.


Este texto também está lá, no Jornal O Bozó.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Je veux apprendre le français

Resolvi ser autodidata e aprender francês.
Hahaha, separei um bloc-notes vert para as anotações, e faço tudo online, pego tudo o que for básico e daqui um tempo estarei lendo jornais franceses, hahahaha...

É uma língua realmente sedutora. Adoro o sotaque, o som das palavras.
Ai ai...


Au revoir!


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Se liga!

Salvador, a cidade do caos popularesco.
Lia o jornal on-line, como de costume e me deparei com uma questão um tanto quanto batida entre os entendidos do meio da Comunicação (e, que para fazerem média com internautas, lançam espaço para esse assunto): o telejornalismo popular.

Esse tipo de "compromisso com o povo" a que a TV brasileira se lança em nome de IBOPE, já tem um histórico que começa mais ou menos por ali em 1930. "O homem do Sapato Branco", "Aqui e Agora" (com Gil Gomes), Cidade Alerta, etc. E aqui na Bahia temos o "Que Venha o Povo" e o "Se liga, Bocão".

Entre os problemas do cotidiano, os programas se baseiam no sensacionalismo da notícia. Tudo vira escândalo; qualquer coisa vale para mostrar ao telespectador o quanto ele tem que se indignar ou não diante do que é mostrado, divulgado. Uma discussão entre vizinhos, denúncias, reclamações às mais diversas situações a que o povo está sujeito, é o que faz esse tipo de programa render frutos de paternalismo/assistencialismo para com o menos favorecidos social e economicamente.

O que eu percebo é, que nesse "fórum de discussão" a respeito da qualidade da programação da TV baiana, que muitos enchem a boca para falar mal, criticar a iniciativa de TV's sujeitarem o povo a esse tipo de promoção da desgraça alheia. Mas também não paramos para refletir que é mais complexo do que se pode imaginar, ou mais simples, a depender do ponto de vista.

Se todos tivessem acesso a educação, saneamento básico, melhoria na qualidade de vida, oportunidades reais de emprego, qualificações a essa gente, tudo funcionaria de outro jeito. Porque esses programas sobrevivem de uma certa "ignorância" das pessoas, então não é vantajoso mexer muito naquilo que está funcionando.

O que se pode discutir então é, até onde vai a liberdade de imprensa. Até que ponto mostrar imagens fortes - cadáveres, estupro, pedofilia, brigas, consumo de drogas, bandidos presos é válido. Eu acredito que a TV ainda tenha muito que se reformular. Mesmo que essa mídia se diga reflexo da sociedade, e que seja; defendo que esse reflexo seja de uma forma mais delicada, mais séria, mais compromissada.




sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a dificuldade de escrever

Para uma boa leitura acontecer é necessário à priori, que estejamos diante de um texto bem escrito. E não estou falando dos grandes escritores, aqueles já considerados os Ases da literatura. E quanto mais lemos e escrevemos, maior – e melhor – é a nossa leitura de mundo. A pergunta: “por que as pessoas escrevem?”, veio em minha cabeça e parei para pensar naquelas respostas que já conhecemos: porquê elas têm algo para comunicar, viram a necessidade de mostrar a outros o que elas pensam sobre os assuntos que lhes dizem respeito. Por isso escrevem textos, livros, ou jornais ou em revistas. E eis o mérito que deve ser dado a Gutemberg. Porém, mesmo que muitos afirmem que ele seja o ‘pai da imprensa’, não foi ele quem a inventou pois quando ele nasceu (entre 1395 a 1400) a imprensa já existia, adivinda da Renascença italiana. Ele aperfeiçoou as técnicas de impressão e, graças a Gutemberg é que se tornou possível a transmissão da palavra escrita a um crescente número de pessoas. Aliás, a própria historia de Gutemberg parece uma reportagem mal feita, em que os dados seguros são poucos, as dúvidas e lacunas, muitas. De qualquer maneira, se nos faltam muitas informações sobre a vida e a carreira de Gutemberg, a culpa em boa parte é dele próprio: infelizmente o inventor não tinha o hábito de datar ou assinar seus trabalhos.
Antes de um menino que me vendeu bala na rua, o Miguel, eu nunca tinha escutado de qualquer pessoa, que ela gostaria de ser escritora. Nem eu mesma, aliás, apesar de ter sido, durante a vida escolar, uma ótima aluna de português, e escrever em diários desde os meus 11 anos de idade. Hoje aos 28 anos, ainda não descobri sobre o que, de mais relevante eu poderia, por exemplo, usar como tema para um futuro livro. Você já sentiu isso de não ter nada a dizer quando todo mundo já se propôs a escrever sobre tudo??? Pois é. Quando o professor lhe pede como tarefa do dia: “escreva sobre o que você quiser, o tema é livre”, então parece que piora a situação. Tem gente que adora, pois está cheia de assuntos, louca para opinar sobre temas da atualidade, dizer o que pensa. Eu não. Acho que, de certa forma, fui ensinada a esperar por direções, quando na verdade, a gente sabe que, até em uma conversa informal, em um bate-papo com amigos, a conversa sempre toma outros rumos. Na hora de escrever, isso tem que ser feito com cuidado para não fugir do assunto e distrair o leitor.
Eu continuo escrevendo. Quando fiz 10 anos de escrita nos meus diários e cadernos, em 2001, tomei conhecimento, na internet, dos diários virtuais, e aderi a este novo conceito de comunicação escrita, com a possibilidade de conhecer e compartilhar de outros pensamentos e modos de ver o mundo. Fiz o primeiro weblog. Hoje ele já não existe e, inclusive, com ele foi mais fácil deixar para trás uma Mayra que não corresponde em quase nada ao que sou hoje. E a escrita nos permite esse reconhecimento. Os assuntos, as dúvidas e lacunas, se modificam não só pela idade, mas pelas circunstâncias.
Às vezes me pergunto se realmente é jornalismo o caminho pelo qual quero trilhar, ainda que eu esteja no começo do curso, porém, contudo, meu tempo está se esgotando (porque a vida está me indagando sobre qual a minha decisão perante a vida, igualzinho o coelho de Alice). É que comigo, não me leve a mal, o tempo às vezes pensa que é Caymmi. Então percebo que é isso: para escrever, leva tempo. Leva o tempo necessário para amadurecer idéias, buscar argumentos, responder e/ou fazer perguntas. E por aí vêm as dívidas: sobre o que eu quero falar? Por que quero falar sobre este assunto? Para quem eu quero escrever? Quando o tema é esclarecido, já facilita uma outra etapa. Porque você não precisa escrever somente sobre algo que seja positivamente inspirador. E eu percebi que minha dificuldade também deve ser a dificuldade de muita gente, que, no eu caso, se equivale a classe a que pertenço: os estudantes universitários, e até mesmo para os que não o são. As pessoas comuns, que gostam da leitura, mas não se sentem seguras de escrever, acreditando que é preciso escrever tal e qual Mário Quintana, Machado de Assis, Darcy Ribeiro. Claro que, também não basta querer compartilhar uma idéia, uma opinião. Também tenho que pensar: “para qual direção caminha a minha escrita?!”
Quando me apropriei da tecnologia e passei a “postar” textos em meu weblog, produzindo gêneros textuais para cumprir uma demanda da atividade acadêmica, eu não escrevo pensando em ser uma renomada escritora. Escrevo alguns por inspiração, uns por exigência de professores, outros sem qualquer motivo (sem exigências, sem cobranças externas). Mas todas as maneiras se findam no objetivo de ter um certo reconhecimento por parte de quem lê. Agradando ou não, você espera que as pessoas se manifestem a respeito de seu texto. Porque estamos em uma era big brother, onde todos querem ser notados de alguma forma. “O desejo é o motor”, afirma Pierre Lèvi. Todos nós, enquanto humanos, temos, culturalmente a necessidade de nos comunicar, de nos fazermos compreendidos. Então aqueles mais desejosos de realizar a comunicação - indispensável a todos nós, - se aperfeiçoar, nesse caso, na escrita, na utilização de regras gramaticais,, dos argumentos, das abordagens, porque a utilização dessas técnicas acaba sendo fruto desse desejo de concluir a transmissão de sua mensagem. Técnicas essas, resultantes de um movimento da sociedade em prol da boa leitura, do domínio da língua, e que por isso mesmo, resigna essa sociedade, e delimita bem, quem escreve, quem realmente tem o dom da palavra, de quem não tem aptidão nenhuma, e esses se tornam submissos, menos valorizados intelectualmente, e é por isso mesmo que pode ocorrer a tal dificuldade em escrever, em passar do pensamento ao papel.
A utilização de weblog, já é, de qualquer maneira, considerada imprescindível para que os novos produtores de textos contribuam para a veiculação cada vez maior e melhor das mensagens. Confesso que até por isso tenho lido pouquíssimos livros inteiros. Com a facilidade de busca dos mais variados trechos, partes de livros, a leitura densa de materiais está deixando a desejar. A demanda do mercado não aguarda que sua inspiração, para escrever coisas interessantes leve tanto tempo. Há muita pressa em conclusões, em obter resultados. É preciso correr, “acorda, Alice!”, é colocado na história de Carroll.
Creio que consigo terminar este ensaio sobre o meu ato de escrever, quase com a sensação de dever cumprido. Quando troquei de tema por duas vezes, na insegurança sobre a relevância do que eu teria de inovador para refletir sobre tais assuntos, descobri que mais uma vez estava desencontrada do objetivo final ( e talvez nem saiba direito se consegui chegar a ele), ansiosa por ser levada a escrever com a única obrigatoriedade imposta: o ensaio deve ter uma quantidade mínima de páginas. “Mas, como farei isso??!!”, pensamos, eu e meus colegas de classe, a sala de aula preenchida por burburinhos, todos questionando o pedido impertinente da autoridade da sala de aula naquele momento. Relutei, me chateei com a minha insegurança por não ter um tema e tamanha argumentação para uma exigência do professor, e resolvi por um tema que me pareceu até possível de fazer com que as pessoas reflitam: a dificuldade do ato de escrever, e escrever muito. Mas um “muito” que não tivesse receita de bolo no meio, ou palavras de baixo calão como já vi acontecer numa universidade em São Paulo. Escrever muito e escrever bem.
Espero realmente que este texto não tenha tomado as características de uma simples conversa de bar, onde um assunto puxa outro e outro, e a idéia inicial tenha se perdido. Uma questão de inspiração? Um dom? Exigência do convívio em sociedade?? O que está por trás do ato de escrever bem? Eu acabo aceitando que as pessoas escrevem para serem reconhecidas. Para algumas não importa se seus textos são somente alvos de críticas, o que, aliás, pode ser um indicativo, dependendo de seus argumentos, de que as pessoas leram e discordam do que está escrito, e então o autor cumpriu o seu papel. Ele pensou em um tema. Um bom começo então é pensar. Pensar, porque escrever é fazer funcionar de maneira organizada a lógica do pensamento. O que vem depois do ato são as conseqüências, e a primeira delas é quando consegue seduzir o leitor. Não esqueço nunca de revisar. Desconfio do meu texto. Eu espero, inclusive, que eu tenha suprido uma leitura com exemplos para encorajar quem lê, a acreditar no seu potencial, que o que importa, de verdade, é começar. Mostro o texto para outras pessoas, me preparo para as críticas. E não desisto, eis um ato de coragem. Uma hora encontro meu estilo de escrever. Em meio a uma pilha de textos, me deparo com o poema “Elogio do Aprendizado”, de Bertold Brecht, que me diz exatamente para não desistir. E foi o que eu fiz.




terça-feira, 14 de outubro de 2008

Outro dia conversava com dois amigos de Comunicação Social, e eis que falavamos do personagem Zé Bob, jornalista, papel de mocinho, cara super do bem. E a gente não sabia direito o que o personagem fazia: repórter fotográfico? Escritor? Jornalista investigativo?? Super-Homem??
Achei um texto quando pesquisava se outras pessoas falavam nesse assunto.
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“Zé Bob” é ilusão, meu povo!
06/09/2008

por Thiago Borges

Hoje, cheguei mais cedo em casa a tempo de acompanhar as notícias do Jornal Nacional, tirar uma soneca durante o horário eleitoral e ver um pouco da controversa novela A Favorita – cheia de suspense, tramas obscuras, mocinhas que viram vilãs e vice-versa. Mas o “engraçado” é se ver interpretado (ou não) em uma novela, esse símbolo cultural brasileiro que reflete a nossa realidade (reflete?). Agora consigo entender por que enfermeiras, policiais, modistas e camelôs criticam novelas… Quando tem um personagem camelô, ele sempre está de bom humor, trabalhando de sol a sol e com um largo sorriso no lábio – como se a vida dele fosse fácil. É a mesma coisa com o tal Zé Bob. Ele é o jornalista da novela, um mocinho como qualquer outro que tem como missão livrar o bem das garras do mal sem se deixar seduzir. Mas não é bem assim na vida real, caro leitor. Você, que deve estar aí pensando no próximo capítulo da novela das oito… Você, leitora inocente, que sonha em ter um jornalista como Zé Bob para te salvar… Você, internauta adolescente, que quer seguir a carreira de jornalista porque achou a profissão um tanto quanto cheia de adrenalina… Vamos à realidade!

1° - Super jornalista? Impossível! Por mais que as redações estejam defasadas e os funcionários de determinado veículo acabem acumulando funções, não dá para uma única possível cobrir todas as áreas, todos os assuntos de interesse público. Zé Bob, por exemplo, cobre política num dia e feira das tulipas em outro (além de tirar fotos, é claro)

2° - Incansável? Outro erro aí! Pode tomar café à vontade, cheirar cocaína, ter uma pilha de coisas para fazer. Sete matérias pra escrever… Uma hora o cara vai se cansar e ter de parar recuperar a energia perdida. Zé Bob ainda não apareceu dormindo nessa trama.

3° - Sortudo? Ao contrário do nosso herói da dramaturgia, que tem a bruxa boazinha do Castelo Rá-Tim-Bum como editora-chefe, a realidade é bem diferente. Na maioria das vezes (salvo raras exceções), em especial em jornais diários, repórteres são tratados aos berros por seus senhores.

4° - Catador? Mesmo com todo o trabalho do mundo para fazer, Zé Bob encontra uma brechinha entre uma cobertura e outra para cortejar as beldades da novela. Fala sério!

5° - Cadê o distanciamento do fato? Se fosse real, Zé Bob estaria cometendo um grave erro profissional por ter se envolvido com uma de suas fontes – a Donatela. Cadê a imparcialidade, oras?

E você, o que acha de tudo isso?




quarta-feira, 2 de julho de 2008

Blogueiro também pode.

A notícia é "velha", porém me chamou a atenção.
Somos blogueiros, e todo blogueiro, hoje, adquire seu direito, por ser pessoa de opiniões, a tratar, críticas e comentários sobre qualquer assunto em seu blog.
Eis que uma visita a um restaurante rendeu a um rapaz, a resposta jurídica do local criticado.
O blogueiro foi convidado a retirar o logotipo do restaurante. Mas o post continua existindo, por razões óbvias.


Leia na íntegra aqui.