quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O caso de Eloá

Quem já sentiu amor de verdade? O que é o amor? O que nos faz amar uma pessoa?
Esse caso de "sequestro" efetuado por um 'homem' que se sente traído pela 'mulher' amada, me leva a pensar no que é realmente sincero, o que pode ser uma doença, o que é um desequilíbrio psicológico...
Não dá. Decididamente não dá para cair nessa de que por amor se é capaz das maiores loucuras. Toda loucura tem por limite um abismo. Creio eu que se há amor, não há sofrimento. Pois quem foi que disse que amor e sofrimento são proporcionais? São inversos e por essa característica que os difere, são heterôgeneos.
Mais de 70 horas mirando um revólver na cabeça da mulher que se ama?? Louco.
E não é louco de amor, não, não (me)se engane. A história acontece em Santo André, SP, Lindemberg, 22 anos, mantém a ex-namorada, Eloá, 15 anos, em cárcere privado, há três dias, incoformado com o fim da relação de quase três anos.
O mais esperado é a cobertura que a mídia faz do caso. Apenas no programa do Datena, na Rede Bandeirantes, foi que eu escutei o apresentador se manifestar como se quisesse aconselhar o rapaz traído. As outras emissoras cobrem o caso, estão fazendo seus plantões, mas não se vê preocupação no fim do caso, obviamente, na busca pela audiência.
O rapaz que, em uma das vezes que fez aparições na proximidade da janela, chegou a colocar uma camisa do time do São Paulo, mobilizou os dirigentes do clube de futebol, que decidiram ajudar no caso, auxiliando na negociação com Lindemberg, que já se pronunciou avisando que não pretende matar ninguém e nem se suicidar.




terça-feira, 14 de outubro de 2008

Outro dia conversava com dois amigos de Comunicação Social, e eis que falavamos do personagem Zé Bob, jornalista, papel de mocinho, cara super do bem. E a gente não sabia direito o que o personagem fazia: repórter fotográfico? Escritor? Jornalista investigativo?? Super-Homem??
Achei um texto quando pesquisava se outras pessoas falavam nesse assunto.
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“Zé Bob” é ilusão, meu povo!
06/09/2008

por Thiago Borges

Hoje, cheguei mais cedo em casa a tempo de acompanhar as notícias do Jornal Nacional, tirar uma soneca durante o horário eleitoral e ver um pouco da controversa novela A Favorita – cheia de suspense, tramas obscuras, mocinhas que viram vilãs e vice-versa. Mas o “engraçado” é se ver interpretado (ou não) em uma novela, esse símbolo cultural brasileiro que reflete a nossa realidade (reflete?). Agora consigo entender por que enfermeiras, policiais, modistas e camelôs criticam novelas… Quando tem um personagem camelô, ele sempre está de bom humor, trabalhando de sol a sol e com um largo sorriso no lábio – como se a vida dele fosse fácil. É a mesma coisa com o tal Zé Bob. Ele é o jornalista da novela, um mocinho como qualquer outro que tem como missão livrar o bem das garras do mal sem se deixar seduzir. Mas não é bem assim na vida real, caro leitor. Você, que deve estar aí pensando no próximo capítulo da novela das oito… Você, leitora inocente, que sonha em ter um jornalista como Zé Bob para te salvar… Você, internauta adolescente, que quer seguir a carreira de jornalista porque achou a profissão um tanto quanto cheia de adrenalina… Vamos à realidade!

1° - Super jornalista? Impossível! Por mais que as redações estejam defasadas e os funcionários de determinado veículo acabem acumulando funções, não dá para uma única possível cobrir todas as áreas, todos os assuntos de interesse público. Zé Bob, por exemplo, cobre política num dia e feira das tulipas em outro (além de tirar fotos, é claro)

2° - Incansável? Outro erro aí! Pode tomar café à vontade, cheirar cocaína, ter uma pilha de coisas para fazer. Sete matérias pra escrever… Uma hora o cara vai se cansar e ter de parar recuperar a energia perdida. Zé Bob ainda não apareceu dormindo nessa trama.

3° - Sortudo? Ao contrário do nosso herói da dramaturgia, que tem a bruxa boazinha do Castelo Rá-Tim-Bum como editora-chefe, a realidade é bem diferente. Na maioria das vezes (salvo raras exceções), em especial em jornais diários, repórteres são tratados aos berros por seus senhores.

4° - Catador? Mesmo com todo o trabalho do mundo para fazer, Zé Bob encontra uma brechinha entre uma cobertura e outra para cortejar as beldades da novela. Fala sério!

5° - Cadê o distanciamento do fato? Se fosse real, Zé Bob estaria cometendo um grave erro profissional por ter se envolvido com uma de suas fontes – a Donatela. Cadê a imparcialidade, oras?

E você, o que acha de tudo isso?




sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Orixás deixam de ser nome de ruas de Feira de Santana-BA


A Rua Xangô virou São Lucas. A Rua Oxumarê agora é denominada pelo nome bíblico Rosa de Saron. A Rua Ogun Sete Linhas foi transformada em Rua Maranata, termo aramaico que significa 'O Senhor vem'. Coincidência ou não, os orixás que davam nome a ruas de Feira de Santana, segundo maior município da Bahia, a 110km de Salvador, perderam terreno ao longo dos anos para termos bíblicos ou nomes de pessoas.
Publicação do CORREIO.






terça-feira, 7 de outubro de 2008

Crônica - Bilhete a um futuro político

Prezado e futuro,

Em meio a um congestionamento, confesso que sou uma pessoa péssima para avaliar, pois foi o ano em que continuei não assistindo o Horário Eleitoral, mas gosto de ano de eleição, que é quando as coisas andam tão rápidas quanto as obras da Av. Oceânica.
Eu gostaria de de te deixar duas dicas para fazer, um pouco, a diferença em seu mandato. Minha primeira dica é para não subestimar o eleitor. Mesmo convicto de que enrolar peixes e assemelhados é missão nobre, saiba que há olhos críticos e perspicazes espraiando-se por aqui. Quando o líder deseja que o coro responda, ele grita, COMPROMISSO, e o côro responde Compromisso! Compromisso!
Segunda dica: um mandato exige uma habilidade do eleitor, a de presumir que há muitas outras informações ausentes, aprenda a lidar com essa habilidade de seu público. Não se esqueça de esclarecer alguns fatos, anunciar aprovações de leis e responder aos e-mails.
Não repare, muitas pessoas vão dizer que gostaram de sua obra que enfeitou a tal calçada ou tal viaduto, mas serão incapazes de lembrar do que realmente se tratava, isso é mau sinal.
E por último, faça tudo bem diferente de seu antecessor, senão, vão te acusar de imitação e falta de palavra.
Tomara que o senhor descubra que política é coisa de quem tem competência; política não é para aventureiros de última hora.


Até breve.




quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Matéria III

PAUTA
Dia das crianças tradicionalmente aquece o mercado de brinquedos. Normalmente tem algum tipo de artigo na moda tanto para as meninas como para os meninos. Há alguns anos atrás a coqueluche da molecada era o Playstation. E agora? Qual é o principal sonho de consumo de meninos e meninas?


Todo ano é assim, o dia tradicional das crianças aquecendo o mercado de brinquedos. Entre a garotada o brinquedo que estava entre os dez dos sonhos de consumo até então, era o Playstation – jogo de videogame. A molecada ainda curte brincadeiras em que elas possam se socializar, demonstrando que, mesmo com a modernização dos brinquedos, há espaço para as brincadeiras de rua, pega-pega, esconde-esconde e pula-corda, por exemplo.
Enquanto não surge aquele brinquedo super desejado as crianças se encantam, por exemplo, com um adereço muito utilizado por artistas circenses, o Diabolô. Os meninos estão no meio de uma febre de jogos on-line, bicicletas e futebol. Tivemos a febre musical da turma do RBD. As meninas, que vem naturalmente influenciada pelo instinto maternal, adoram as bonecas, e, a exemplos de mulheres na família, querem maquiagens, roupas e acessórios descolados, assim como umas “bolinhas mágicas” feitas de silicone, “que são cultivadas na água, e que em determinado tempo, estouram, se multiplicando. Já tenho quase o dobro de bolinhas coloridas, é muito legal!”, conta Biatriz, 11 anos, que ganhou as bolinhas de presente de uma amiga da escola.
Apesar de tantas opções, um grupo de amigos, entre 9 e 11 anos, que moram em um conjunto, sabem dividir o tempo entre as modernidades e as brincadeiras que as ajudam a manter um círculo social saudável. “O que a gente mais gosta é esconde-esconde. Mas brincamos de tudo! E o legal mesmo é quando a Associação do Conjunto promove um dia inteirinho de brincadeiras”, conta Felipe, 10 anos.



domingo, 28 de setembro de 2008

Matéria II

PAUTA
As “barracas” do bairro do Imbuí, que se tornaram points dos jovens já há alguns anos, estão passando um processo de modernização. O que será que motivou a mudança? Vamos fazer a matéria sobre o que muda no visual do bairro e o que os donos das barracas, que mantém o modelo tradicional, opinam sobre a diminuição de sua clientela para as barracas mais elaboradas. O que essa barracas tem de diferente em relação às outras?



Um ótimo refúgio para uma cervejinha com tira-gosto na companhia dos amigos, o bairro do Imbuí possui as “barracas” que já se tornaram uma das marcas da paisagem e da economia local e atualmente funcionam como bar e restaurante.
O bairro está crescendo, e já há algum tempo vem ficando cada vez mais valorizado, com isso os donos dos empreendimentos, unido a Associação de Moradores, sentiram a necessidade de expansão, a aparência e mais cuidados com os limites de cada barraca.
A Barraca do Bosque é uma das pioneiras nesse cuidado com a vigilância sanitária ao aumentar e melhorar seu atendimento ao público. Seu dono, srº Ney diz que o que realmente motivou a mudança foi a exigência dos moradores na questão da aparência, “porque parecia desleixo e não fica bem para um bairro em crescimento ter o redor dessas barracas um monte de mato, dando a sensação de sujeira”, relembra.
Tanto sucesso no bairro fez com que duas barracas inovassem e mudassem inclusive o estilo, dando aos passantes a sensação mesmo de um grande e gostoso espaço, com armações modernas e estilo diferenciado para atender a um público cada mais exigente. Vale ressaltar inclusive que, tal valorização do bairro diversificou a clientela e existem outros tipos de serviços além das barraquinhas tradicionais: uma barraca para vender água de coco – ao invés de um ambulante vendê-lo com isopor; baianas de acarajé; barraca de comida japonesa; barraca de pastel; ou seja, para todos os gostos e estilos. A esteticista Sônia Coelho, moradora do bairro há 25 anos, diz que adora a barraca de comida japonesa, e que se sente segura em saber inclusive que alguns dos donos de barracas são seus vizinhos, portanto jamais vão deixar a desejar no quesito “aparência” do seu próprio bairro.
Não tem como negar que o lugar é o ponto de encontro completo para amigos. Com tanta diversidade é uma combinação perfeita de lugar e gente bonita e uma ótima opção para conquistar novos amigos e paquerar bastante.



quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Crônica

Fazendo um paralelo entre o conto "Pai contra Mãe", de Machado de Assis, e o filme "Quanto vale ou é por quilo?"(2005) do diretor Sérgio Bianchi, adaptado do conto de Machado.







Quanto vale um pé quentinho?

Uma hora tem que começar, talvez agora seja a hora, ou não.
Para que tanto exagero se isso é só um artigo? Mostrar aos outros o que você sente em relação ao mundo.
Exposição que rima com inibição, apesar da contradição.
Mas o importante são as ações.
Falar sobre as intrigas e a ausência de gentileza. Paciência. Paciência. Paciência. A vida não pára. Salve Lenine e a música que me acalma um pouco, com a letra de alguém que entende o mundo. O que falta nele é: tolerância. E da minha parte, há a busca. Acho que o tempo de delicadeza é cheinho de paciência pra todo mundo. Mas creio que, o que falta no mundo, primordialmente, é isso: gentileza.
A pessoa passou três anos e meio dentro de uma faculdade, estudando, obcecada por tirar boas notas, fez (quase) todos os trabalhos dentro dos prazos, (quase) nunca faltou, estuda o que gosta e o que não gosta, acreditando que vai se tornar assim uma pessoa menos medíocre.
E tem o Miguel. E outros moleques tão iguais quanto.
Miguel, um menino magrelinho, que me vendeu bala na rua.
Perguntei o que ele queria ser quando crescer.
Disse-me: "O que for mais fácil..."
(ploft!)
Daí, insisti: "Mas qual o seu sonho?"
(ploft!)
"Meu sonho é ser escritor", disse com um sorriso que rasgou minha cara.
E sabe, eu sentaria com ele e conversaria por horas. Tomara que ele esteja dormindo com os anjos (deveria ser proibido as pessoas destruírem nossos sonhos).
Para mim, conversar um pouquinho com ele foi um momento de delicadeza, de ingenuidade e de tentativa de construir um mundo melhor. Rindo sempre, com a leveza de ser criança.




quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Minha primeira "matéria"!


Festa de São Cosme e São Damião


Além de início da primavera, Setembro também é o mês de comemoração do dia de São Cosme e São Damião, os santos gêmeos. É tradicionalmente difundido pelos baianos e pelo sincretismo religioso, quando preparam o caruru, comida à base de quiabo frito no azeite de dendê, que simboliza a festa do dia 27 de setembro.
Para os católicos, devotos dos santos, é dia de missa, de fazer pedidos e acender velas. Muitos fiéis fazem promessas para alcançar as graças com a ajuda ‘dos meninos’ (sic), pois, “pedindo a dois santos de uma só vez, a graça vem mais forte”, diz d. Joana, 88 anos, dona de casa e natural de Ilhéus (BA). Para os adeptos do candomblé, a festa é uma oferenda aos Ibejis – orixás equivalentes aos santos gêmeos. Por isso no decorrer da comemoração o caruru é servido primeiro às crianças, em seguida para os outros convidados. Também ocorre a distribuição de doces, pois, sendo orixás infantis, os santos gostam de guloseimas.
Não é à toa que a aposentada, d. Marivalda, 54 anos, leva a tradição há trinta e dois anos e assim como a sua mãe, fez promessa, recebeu a graça e cumpriu durante quinze anos o caruru dos santos, que ela mesma prepara, e alerta: “não gosto de comida ‘dormida’ e nem congelada, ‘os meninos’ também não, por isso preparo tudo de um dia para o outro, durante a madrugada.” Mesmo depois da promessa cumprida, d. Marivalda permanece com o compromisso, “porque se tem um ano que deixo de fazer o caruru, a vida desanda”, diz. No Centro Histórico da cidade, baianas se unem e festejam o dia dos Ibejis, distribuindo gratuitamente o caruru, acompanhado de arroz, feijão fradinho, galinha, vatapá e pipoca.



sexta-feira, 25 de julho de 2008

Enigma

Leia o parágrafo abaixo e tente imaginar sobre o que ele trata. Anote as estratégias que você usou para ajudá-lo na sua tarefa.

Um jornal é melhor do que revista. Uma praia é melhor do que uma rua. A princípio é melhor correr do que andar. Talvez você tenha que tentar várias vezes. É necessário ter alguma habilidade, mas é fácil de aprender. Mesmo crianças pequenas se divertem com isso. Uma vez bem-sucedido, as complicações são mínimas. Pássaros raras vezes chegam muito perto. Chuva, contudo, ensopa muito rápido.

Gente demais fazendo a mesma coisa também pode causar problemas. Precisa-se de muito espaço. Se não houver complicações, pode ser muito calmo. Uma pedra servirá de âncora. Se elas se soltarem, você não terá uma segunda chance.


A resposta é: _______________


...
Meu professor de Oficina de Leitura e Escrita II, desse segundo semestre, passou essa atividade ontem. Aula sobre "Leituras de Mundo", e adivinha quem acertou o Enigma!!!!!
Eu!!! hahahahaha...


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Blogueiro também pode.

A notícia é "velha", porém me chamou a atenção.
Somos blogueiros, e todo blogueiro, hoje, adquire seu direito, por ser pessoa de opiniões, a tratar, críticas e comentários sobre qualquer assunto em seu blog.
Eis que uma visita a um restaurante rendeu a um rapaz, a resposta jurídica do local criticado.
O blogueiro foi convidado a retirar o logotipo do restaurante. Mas o post continua existindo, por razões óbvias.


Leia na íntegra aqui.




quinta-feira, 26 de junho de 2008

terça-feira, 17 de junho de 2008

Férias.

Uns dias de descanso.
Cuidados com o corpo, com a alimentação, e com as alegrias.

Sem moderação, né?

:)





quinta-feira, 12 de junho de 2008

Creative Commons

Se vivemos um momento de cuidados com os direitos autorais, adaptados para este mundo virtual, a maneira de encará-los também se modifica.
Para isso surgiu a idéia de um projeto, onde o autor/compositor faz, a partir da legislação existente, o seu próprio gerenciamento quanto às suas obras. O Creative Commons, como é chamado, permite que o autor esclareça até que ponto pode ter suas obras utilizadas.
Acredito, e seria uma adepta deste projeto, pois vejo com bons olhos esse espaço que se dá para que outras pessoas veiculem um trabalho autoral, quando meu nome aparecerá por detrás da criação, seja em um comercial, em um programa, em um outdoor (imagens).
Porque há um detalhe no comportamento de uma sociedade que não tem como lutar: o fato de saber que algo é proibido faz com que seja desejoso de fazer. Se me dizem que copiar é crime, eu vou me guiar a princípio pela idéia de que se está na internet, não tem mais dono, ou que sim, tem dono, mas eu gostei de um trecho e quero criar em cima dele (um conto, um poema, uma iamgem), portanto isso pode ser considerado por quem se apropria, liberdade de criação. Se me dizem que pirataria de músicas/filmes também não é legal, vai dar uma vontade de ter acesso, e facilitar o acesso para o restante.
De certa forma, há autores que vêem nisso uma grande vantagem, pois é sinal de melhor reconhecimento pelo seu trabalho.
Talvez, a dificuldade esteja em saber se realmente as pessoas compreendem o objetivo desse projeto, tendo em vista que o conteúdo (re)criado seja partilhado com o devido respeito aos direitos do autor.



sábado, 7 de junho de 2008

IURD

Uma atividade da disciplina de Antropologia Cultural é visitar um local, que a gente tenha um certo preconceito. E assim observar as seguintes coisas:
1) quais as minhaS idéias etnocêntricas? O que eu penso sobre tal lugar?
2) descrever o local, as pessoas que ali se encontram, como falam, o que fazem.
3) me perguntar: eu consegui relativizar???

Bem, o local escolhido foi uma Igreja Universal.
Eu não sei, podia ter me preparado melhor, e ir com a mente mais aberta, mas não aconteceu.
É uma construção imensa. Parecem querer ostentar um poder, mesmo sem ser como as Igrejas Católicas, cheias de ouros por dentro, encrustados nas paredes. Não há imagens de santos, apenas de Cruz, e uma imensa fotografia, no "altar", do Monte Sinai. Era uma sexta-feira, de junho. Era dia da "Fogueira Santa". E ao sentar bem distante do altar, próximo à porta de saída, - tamanha era a desconfiança, - fiquei ouvindo a pregação do pastor. Eram 15 horas. E nesta oratória, ouvia atenta, o seu discurso: "Riquezas.... Sacrifícios... Dê o seu salário inteiro se queres libertação... Dinheiro, dinheiro, dinheiro...... Demônios, arruda e guiné"...
Arrisquei uma aproximação do altar, e meus braços, até a altura dos cotovelos, formigaram! Uma energia estranhíssima. Demorei para voltar a mim. Quer dizer, o braço parar de adormecer.
Quer dizer: eles afirmam o Candomblé, e ao mesmo tempo o negam, para justificar que sua religião é a melhor.
Queria sair dali, mas tinha a atividade para completar. Só conseguia sentir mais raiva desta instituição. Manipuladores, covardes!
...
E vem a hora de pegar depoimento. E a gente começa a olhar a função dessa Igreja, na visão dos fiéis. Até dá para entender, que são pessoas humildes, que se levam pela fé, necessitam se agarrar a alguma força: eles precisam acreditar que Deus existe e é maior que todas as coisas.
A gente ter fé, acreditar, querer ajudar a família, tirar o marido do alcoolismo, o filho das drogas, a filha da prostituição, tudo, tudo é cabível.
Errado, na minha conclusão, é alguém se aproveitar dessa fé.

É... Às vezes a minha fé costuma falhar...




sexta-feira, 16 de maio de 2008

“As folhas sabem procurar pelo sol...”

O Império Romano utilizou o Coliseu (Teatros), por muito tempo, para acalmar as insatisfações de seus súditos, dando-lhes apresentações “divertidas” com um pedaço de pão. O “Pão”: um dos alimentos mais populares do planeta, e o “Circo”: a distração para deixar qualquer mortal mais relaxado, e que foi por muitos séculos, a principal manifestação artística, era e ainda é utilizado como uma maneira de acalmar as manifestações populares.
No Brasil quando pensamos em Circo pensamos na política. A palavra por si tomou um significado que soa como um teatro de mentiras (pois nada melhor do que ocupar a população enquanto decisões importantes são tomadas): poderíamos comemorar enquanto sociedade o que comemoramos com festas populares, mas sobrevive-se sob as promessas, e continua-se acreditando nos discursos, sentados à mesa, vendo o mundo acontecendo pela televisão, que só nos mostra o que é de interesse de uma minoria detentora de poder. Em tempos de epidemias, de eleições, de problemas estruturais de governo e de investimentos mal-sucedidos, dá-se ao povo algo que possa amenizar os problemas de infra-estrutura, social e econômico. Dá-se importância ao futebol, a um reality show, a um caso policial super veiculado, ao Bolsa Família, à novidade da TV Digital, a Copa do Mundo de 2014, ao carnaval. Preocupamos-nos, sim, com o futuro, com “para onde vamos?”, quando lemos a respeito do aquecimento global, por exemplo. Porém não podemos esquecer que este problema pode ser atribuído a falta de uma consciência ambiental que vem de dentro da nossa casa - se quisermos começar por algum lugar.
Queremos um país do futuro com a formação de cidadãos pensantes, então, que nos seja dado a educação de qualidade para tal, inclusive para que sejamos os bons profissionais que o mercado exige.
Com uma política de pão e circo que favorece a continuação de um Brasil tão "terra de ninguém" o grande desafio é fazer política com educação, trabalho e renda, onde não se prolifere a idéia de que sempre teremos os Salvadores da Pátria (a Seleção Brasileira!! As Bolsas do governo!!), e a de que somos coitados, pois não queremos, enquanto nação, cair em de discursos que combinam palavras bonitas e frases enfeitadas, mas ter também a oportunidade de identificar as letras.
Só há duas opções nesta vida: se resignar ou se indignar.” (Darcy Ribeiro)
Comparando a Roma antiga com o Brasil, vemos no nosso caso, que o crescimento populacional gera problemas sociais, comunidades com pouca estrutura crescendo desenfreadamente, as condições de vida ficam mais difíceis, mas o Estado, ao invés de fazer uma política social baseada em educação e qualificação profissional, opta por fazer uma que acalme a grande massa para evitar que esta se rebele, com seus planos sociais. Não que estes planos não possuam validade, porém, atrelado a eles cairia muito bem um investimento na educação, na saúde e em habitação digna. Mas é preciso que levantemos da sala de jantar; que não admitamos mais ser manipulados. Tenhamos sim, a festa, o circo, mas também tenhamos força de vontade e sabedoria para lutar pelo pão que nos é de direito.



terça-feira, 13 de maio de 2008

RESERVA RAPOSA-SERRA DO SOL

Reportagem de apoio: Entenda o que está acontecendo.


O fator relevante nessa reportagem é a "luta" dos índios pela homologação de terras que lhes pertencem por direito. A Raposa-Serra do Sol, que é a última grande Terra indígena da Amazônia, aguarda reconhecimento para ser homologada; tal e qual esta documentação seja assinada pela Justiça, vai exigir que seus "invasores" sejam retirados.
Os invasores? Os fazendeiros. E segundo estes, como é possível que um bando de índios, que nada produzem, queiram tanta terra?

"A diferença é ameaçadora porque fere nossa própria identidade cultural" (ROCHA, 1984)

Sendo cabível acrescentar, "...cultural e econômica". Ou, seja, os nativos é que inviabilizam o desenvolvimento do Estado.

Configura-se neste ponto, o Etnocentrismo. Na visão do Estado de Roraima, os índios não precisam dessas terras pois não vão produzir para além de seu consumo, o que é uma perda de tempo e dinheiro.

"Aí, então, de repente, nos deparamos com um "outro", o grupo do "diferente" que, às vezes, nem sequer faz coisas como as nossas ou quando as faz é de forma tal que não reconhecemos como possíveis. E mais grave ainda, este "outro" também sobrevive à sua maneira." (ROCHA, 1984)

Será que é tão inconcebível que um grupo apenas viva com o suficiente para sua sobrevivência? Não é. E é exatamente isso que não justifica essa atrocidade. Como pode em pleno século XXI, querer tomar terra de índio?? Essas terras já lhes pertencem "antes mesmo de serem politicamente estabelecidas" (segundo o Abaixo-assinado elaborado pelo Partido dos Trabalhadores).

Mesmo que a partir de 1998 fosse declarado que as terras são de posse permanente dos povos indígenas, o Estado de Roraima tenta anular essa decisão da Justiça. Os agricultores continuaram avançando e produzindo nas terras, as quais ainda hoje (depois de 10 anos) não foram desocupadas porque a plantação representa 40% da produção do Estado, e os ocupantes ilegais não se mostram dispostos a negociar sua saída. Qual a consequência desse fato? Os confrontos constantes entre os Jagunços dos fazendeiros e os índios.

"A sociedade do "outro" é atrasada. (...)São selvagens(...) que vem da floresta, que lembra de alguma maneira, a vida animal(...)" (ROCHA, 1984)

Os primeiros alegam que os índios não atendem a pedidos pacifícos de expulsão e os atacam tal e qual uns selvagens, com arco e flecha, o que eles fazem é se defender, com as armas de fogo.
O que se percebe facilmente é uma elite sem argumento suficiente para manter pé firme sobre essa questão da desapropriação, por eles, dessas terras; alegando que há também a possibilidade de que se essas terras ficarem à vontade dos índios, 'fracos' como são, deixariam a região propícia para possíveis invasões, fazendo o país correr o risco de perder sua soberania, porque essas terras estão nas fronteiras.
E como os meios de comunicação no Estado de Roraima é de apropriação dos políticos, associados aos fazendeiros, muito facilitada fica a lavagem cerebral da população lá existente por esses meios.
Para finalizar, cabe a lembrança histórica de que Roraima só é do Brasil porque Joaquim Nabuco defendeu sua posse, em disputa com a Inglaterra, com base justamente a presença de índios brasileiros por lá.





sábado, 3 de maio de 2008

É importante ser livre para acreditar no que se quer. Falar com Deus, ou consigo mesmo, orando, meditando, dançando. Cada uma na sua forma de fazer contato com suas divindades, e isso é o que representa a construção da cultura humana. Toda diversidade é riqueza, toda diferença tem sabor.
Eu, como acredito em quase tudo, recorro a tudo o que é maior que a própria vida, seja a um Deus, ou vários. Aos Anjos (pois Deus pode estar ocupado demais), aos Santos, aos Espíritos; a tudo o que sou capaz de sentir a presença, enfim.
Outro dia, enquanto esperava uma amiga, vi um homem, aparentemente de 50 anos, passeando com o cachorro, e que se pôs a beijar uma certa flor.
Fiquei olhando para entender o que acabara de acontecer, e que talvez, beijaria mais alguma outra, e até caçoei: "agora vai pousar um passarinho no seu ombro". Depois sorri, e dei graças aos Deuses por que ainda há leveza no mundo. Pense que, este homem, pode ser a materialização de um anjo, ou que, simplesmente, tem tanto amor em si que precisa compartilhar, e doar. O que nunca pode ser demais na vida de ninguém.
Eu confesso que tenho me doado bem pouco, e sinto uma certa culpa por isso. Mas nem sempre.



terça-feira, 29 de abril de 2008

Resenha: Blade Runner (1982)

Blade Runner (o caçador de andróides) é um filme norte americano de 1982 , o primeiro do gênero ficção científica que aborda a relação homem x máquina.
O filme se passa na cidade de Los Angeles, em novembro de 2019, quando a humanidade inicia a colonização espacial, para qual são desenvolvidos seres geneticamente modificados.
A produção desses seres ficava sob responsabilidade da Tyrell Corporation, que tinha como objetivo produzir andróides “mais humanos que os próprios humanos”. Porém esses andróides tinham tempo de vida limitado à 4 anos, o que despertou em alguns deles revolta.
Surge então o confronto criador x criatura: há um trecho do filme onde o lider rebelde dos replicantes – nome que foi dado aos andróides – questiona seu criador com relação à essa limitação de vida. Esse o responde que no momento da sua produção seu tempo de vida já é programado, sendo assim não pode ser alterado. Dessa forma o coloca novamente na sua condição de máquina, o que contrasta com seu desejo de sobrevivência.
A visão futurista do filme mostra uma realidade desvinculada da natureza, não há resquícios de ambientes naturais. O filme se passa num ambiente urbano, com pouca luminosidade.
No filme há um paradoxo: de um lado as relações humanas diminuem, como se todo avaço tecnológico tendenciasse os humanos a se afastar um dos outros, por outro lado, os replicantes se apoderam da capacidade de se emocionar, característica humana, para manipulá-los.
Outro fato que chama a atenção é que apesar de geneticamente modificados, os replicantes são fisicamente tão frágeis quanto nós, pois são retirados – eliminados -com as mesmas armas com que os humanos seriam.
O conflito do filme surge no momento em que o replicante tem um desejo semelhante aos humanos de prolongar seu tempo de vida, assim como nós buscamos o auxilio da ciência, os andróides buscam alternativas para afastar o final da sua existência.




domingo, 27 de abril de 2008

((@))
Ciber.Comunica 3.0

"Promovido pela F. Jorge Amado, o evento tem como objetivo discutir a comunicação associada às tecnologias contemporâneas. Nessa edição, a discussão girará em torno da comunicação sem fio.
(...)Apesar do tema atualíssimo, o Ciber.Comunica continua com os mesmos moldes. É o que garante o seu coordenador geral, o professor mestre Claudio Manoel Duarte.
(...) Também já foi confirmada a primeira edição do Festival MicroMínima**(vídeos-minutos, com temas livres), que irá premiar os melhores filmes produzidos pelos alunos.
O evento é aberto ao público geral.
O participante terá direito a certificado."



**O vídeo do meu grupo vai estar lá!!